Opinião pública dos docentes de EVT
Este espaço servirá para a APEVT partilhar as opiniões e comentários dos docentes de EVT e outros agentes da sociedade sobre a proposta de reforma curricular intercalar apresentada pelo MEC que entretanto nos tenham feito chegar.
Estes comentários não expressam a posição da APEVT sobre a matéria, apenas transmitem a participação na discussão pública da proposta e serão tidas em conta para o Encontro Nacional da APEVT de 7 de janeiro de 2012. Todos os testemunhos serão identificados pelo nome dos participantes e a APEVT reserva-se no direito de não publicar todas as opiniões.
COMENTÁRIOS, OPINIÕES E DÚVIDAS PARTILHADAS PELOS PARTICIPANTES
por Rosa Maria Gomes
“Segundo a proposta do MEC, esclareceram quem irá leccionar Educação Tecnológica/Tic?”
por Maria José Samouco
“Onde ficam estes conceitos?
Com EVT pretende-se desenvolver:
1. A percepção;
2. A criatividade;
3. A sensibilidade estética;
4. A capacidade de comunicação;
5. O sentido crítico;
6. As aptidões técnicas e manuais;
7. O entendimento do mundo tecnológico;
8. O sentido social;
9. A capacidade de intervenção;
10. A capacidade de resolver problemas.
Para Nuno Crato só existem as disciplinas que ele julga essenciais, tudo o resto é puro desperdício.”
por Vitor Nuno Santos
“Começa a parecer impossível manter o Par Pedagógico em EVT e parece-me que efectivamente esta medida vai avançar… Eu sou professor de EVT desde 2001, contratado e este ano estou ainda não colocado… Se esta medida for para a frente, terei de repensar a carreira e deixar de ser professor… Percebo que a ninguém importe ou atinja este facto, mas gostava de saber o que sentiria qualquer outra classe profissional se fosse extinta de momento para o outro e os seus membros se vissem privados de trabalho… Nos últimos 10 anos tenho sempre trabalhado em EVT, tenho aumentado a minha formação nesta área, tenho colocado as escolas sempre em primeiro lugar, fui inclusivamente avaliado com MUITO BOM neste passado ano lectivo e vejo que isso nada importa… Não refiro nada sobre a importância ou relevância pedagógica da reforma curricular, porque depois de a ler, percebo que as razões da reforma são puramente economicistas… Como proposta, gostaria que refletissem na possibilidade de apoio aos professores de EVT que terão de tirar outros cursos ou procurar novos empregos, pois as suas famílias não poderão suspender a vida enquanto esperam… O estado não quer saber realmente dos milhares de seus ex-funcionários? Atenção, que o desespero deles pode ter consequências desastrosas… Uma coisa é acabar o curso e não conseguir colocação… Outra é trabalhar 10 anos como professor e de repente dizerem: afinal a tua disciplina não é importante… Vamos reduzir a carga horária e despedir uns 5 mil professores…”
por Teófilo Santos
“Sou docente de EVT com muito orgulho, mas após 10 anos e feitos pois estive sempre longe de casa e com horários incompletos, este ano fiquei sem colocação, muito por culpa das duvidosas ofertas de escola na quais são vergonhosos os critérios adoptados e sobre os quais o ME nada diz e a impunidade pela falta de ética profissional é uma realidade.
Quanto à reforma curricular, vem confirmar o que se esperava, os líderss do país preferem ter cidadãos que saibam apenas o essencial mesmo que não tenham qualquer proveito disso, aprendam a história conforme lhes agradar ou for mais conveniente, repensem a geografia não vão perder-se no eminente surto migratório, mas acima de tudo que saibam lidar com a estatística e os números pois esse é o valor principal… enfim… que se transformem em brasileiros com sotaque americanizado desde bem cedo mas… quando na realidade forem confrontados com a vida real venham a descobrir que por mais que saibam teorias não saberão aplicar conhecimentos de forma prática, e, infelizmente isso os computadores não os vão ensinar.
A razão da tentativa de extinção de EVT é muito simples, nós ensinamos algo que talvez não agrade a quem está sedento de mandar sem ouvir vozes contrárias… pois a criatividade é um meio de aprendizagem recorrente em EVT, bem como a promoção do espírito crítico, o saber fazer mas acima de tudo o porquê… isso simplesmente não lhes interessa bem pelo contrário, só aborrece, porque se tiverem verdadeiros autómatos da teoria, basta manipular aqui e além para que as crianças de hoje deixem de saber como se fazer notar enquanto seres sociais no futuro… mera conveniência.
De resto, a falta de respeito pelos docentes contratados é uma realidade assustadora pois nem sempre experência é sinal de qualidade de ensino, pois sabemos que somos inevitavelmente seres de hábitos e o comodismo embora negado é uma realidade, quanto menos trabalho melhor pois o que conta mesmo são as avaliações no final do ano onde constam o factor “graxa” com uma boa dose de camuflagem… para nós contratados resta-nos ficar com os restos que os que de uma forma ou de outra chegaram aos quadros e na prática fazem menos que nós mas são mais valorizados.
BASTA… de uma vez por todas assumam que o comodismo é uma palavra que veio para ser bem frizada nas mentes dos nossos alunos…
De resto, socialmente somos apenas um número descrito por uma avaliação supérflua e inflacionada pelo velhinho factor C…
Para finalizar, como docente de EVT, porque estudei para isso e não fui eleito por ninguém, exijo respeito pois sou um cidadão que pelo simples facto de ser docente quantas vezes tive que optar entre a minha família e a minha profissão… enfim, belo agradecimento que tive de retorno!
Lembrem-se todos os colegas que EVT não são só os tipos que fazem umas coisas giras nas festinhas da escola, quantas vezes nos preocupamos mais com os alunis que qualquer outro professor, porque lidamos de muito perto com as suas realidades de vida, os seus medos e as suas dificuldades que resolvemos de forma prática mas fundamentada ao contrário do que se faz noutras àreas…
“Sabes passas, não sabes, passas na mesma porque não estou para fazer mais relatórios e me vai prejudicar na nota final…” dura realidade? Talvez mas não deixa de ser a que temos…”
por Joaquim Trindade Deus
“Muitas dúvidas sobre a proposta de revisão da estrutura curricular-do M.E, no que se refere à nossa disciplina:
- A disciplina de EV terá 90 minutos semanais durante o ano letivo todo?
- A disciplina(s) de ET/TIC serão duas independentes lecionadas por professores diferentes por semestres ou uma apenas lecionada pelo mesmo professor?
- Os programas das disciplinas irão ser alterados ( apenas dois ou três )?
- Os Grupos de recrutamento dos professores para lecionar as disciplinas também irão sofrer alteração ou serão mantidos?”
por Norberto Galvão
“”Num mundo tão triste, vai ficar tudo ainda menos colorido,…”
Estaline dizia que se uma pessoa morre, lamenta-se essa morte, se morrem mil é apenas estatistica,…
Somos apenas estatistica. Depois de 35 anos, não sei quantas escolas, alunos, canseiras,… é uma grande frustação,preocupação e…
E os “bons serviços” da disciplina?
Parece que só somos uns “bons rapazes” que fazem umas coisas…
Porquê sr. Ministro????
Já conheciamos um pouco do seu pensamento sobre estas disciplinas “menores”. Gostava de lhe dizer que nestes 35 anos já conheci muitos ministros todos eles com a “sua reforma”. Para não ser mais uma faltaram uns pózinhos, sobretudo de, saber ver, saber ouvir,…
A vida e sobretudo a escola não são só números.”
por Ana Isabel Pimpão
“Ser professora de E.V.T. não é apenas uma profissão… é a minha vida , é o ar que respiro, é o que me faz levantar da cama todos os dias e ir trabalhar. É a alegria de ensinar os meus alunos e ver que os estou a ajudar a crescer. Não estão só a tentar assassinar uma disciplina… estão a matar a alegria de ser professor!”
por António Oliveira
“Morte anunciada de EVT, depois do chumbo de Sócrates no ano passado, eis que o amigo se transforma em inimigo, como podemos confiar em quem nos governa.
Com esta proposta o governo não só transforma o currículo, como IMPOI uma visão errada do que deve ser um currículo no ensino básico. Quando o ministro diz “A revisão agora apresentada reduz a dispersão curricular, centrando mais o currículo nos conhecimentos fundamentais e reforçando a aprendizagem nas disciplinas essenciais.” Está a dizer que existem disciplinas de primeira e de segunda, ora isto não é aceitável, NÃO HÁ disciplinas essenciais mas sim currículos essenciais, equilibrados na oferta formativa e nos conhecimentos que transmite.
As artes perdem para as ciências (humanas, matemáticas e naturais) o espaço de reflexão e criação é reduzido ao mínimo, com isto todo o processo criativo é ferido de morte ou mesmo aniquilado, num nível etário onde é fundamental para o são desenvolvimento da Pessoa Humana.
Temos uma tarefa colossal pela frente, explicar a estes tecnocratas a importância de EVT, disciplina esta que congrega todo um conjunto de saberes essenciais para este nível etário.”
por Ricardo Barros
“Boa noite, sou professor do ensino básico var evt, recentemente licenciado (2006), para além de todas as problemáticas que estão primeiramente evidentes e decerto ja foram debatidas e levantadas por todos nós. Intriga-me uma outra; a credibilidade do ensino superior neste país. Os cursos de peb var EVT, são bastante recentes, e existem inclusive algumas faculdades abertas a ministrar estes cursos/mestrados. Qual é a imagem que se passa às pessoas que pagam as propinas?A credibilidade e soberania do ensino público em Portugal? O que pensam os país que mandam os filhos para as faculdades, para de um minuto para o outro lhe violarem as habilitações e acima de tudo os seus sonhos?!Penso que os próprios reitores deviam deixar de ser lacaios, e começarem a estar mais do lado dos seus profissionais de educação e ex-alunos.Perdoem estar a levantar problemáticas em vez de dar sugestões ou mesmo possíveis soluções.”
por Vitor Silva
“Primeiro faço as seguintes ressalvas. Acredito que:
- Não devemos ceder relativamente à situação atual sobretudo em relação ao par pedagógico uma vez que a pareceria é um garante da qualidade de ensino, sobretudo tendo em conta a especificidade das áreas curriculares em análise.
- Que neste processo se deve clarificar o papel da Expressão Plástica no 1.º ciclo.
- Que considerando futuras mudanças nos moldes apresentados na reestruturação curricular isso implicará a criação de programas específicos para EV e ET no que diz respeito ao 2.º ciclo (a autonomia da escola na definição de conteúdos parece-me um engodo perigoso). É importante que se ofereça igualdade de oportunidades para as crianças/jovens.
- Que no processo de discussão devem ser exigida a aquisição de equipamentos e materiais. A criação ou dinamização de oficinas (gravura, fotografia, impressão, arte digital, cerâmica, madeiras, horto-floricultura…) e formação de qualidade para os professores atualizando-os e preparando-os para usar os equipamentos e lidar com potenciais novos programas e exigências.
- Exigir caso vigore a proposta apresentada ou uma semelhante um período de transição de aplicação dos novos programas. Crato como um homem de ciência deverá saber (nós sabemos isso muito bem) que mudanças desta monta se devem fazer através do método de resolução de problemas: 1. SITUAÇÃO; 2. PROBLEMA; 3. INVESTIGAÇÃO; 4. PROJETO(S); 5. REALIZAÇÃO; 6. AVALIAÇÃO. Será que ele fez o trabalho de casa? Mais, deverá exigir-se experiências piloto de modo a aplicar a melhor alternativa. Propunha mesmo uma experiência de sala de aula com pessoal do MEC lá presente, com um e com dois professores na sala.
- Vincar que o calendário de aplicação desta mudança curricular é muito curto, estas coisas não se fazem com arranjos onde se vai buscar um bocadinho dali outro pedaço de acolá. Antes de mais isso demonstra desonestidade intlectual.
- Em suma aproveitar a discussão para reivindicar as nossas velhas e novas ânsias. Fazendo algo novo é bom façamos exemplarmente para mostrar a todos que existimos, que somos importantes, que somos úteis, que estamos na linha de charneira da mudança de paradigma no ensino que acredito que mais tarde ou mais cedo acontecerá!”
por Teresa Saturnini
“Dúvidas que tenho: São apenas 45 minutos de ET ou 90minutos? A aula terá apenas metade da turma por semestre, dividida com TIC? São os professores de EV que dão ET? O que acontecerá a um professor do quadro que não tem turma na sua escola?
Sou professora de EVT, licenciada em Design e em Pintura.
Comentário em relação à reforma da disciplina de EVT: Acho, como é evidente, lamentável o que estão a fazer.O desprezo e a indiferença com que o Ministro de Educação (licenciado em Matemática) está a tratar e a “castrar” as “artes” é revoltante. Não faltará muito e acabam com a Universidade de Belas Artes. Se consideram que EVT é uma disciplina “menor” eu sugiro precisamente o contrário. Está na hora de exigirem mais desta disciplina no 2º ciclo, à semelhança do que acontece em Itália ( país que conheço bem) os conteúdos de “EVT” são acompanhados ao longo do ciclo, do ensino da história de arte (da pré história aos nossos dias)dados pelo professor de “EVT”. A disciplina de História no 2º e 3º ciclo, não aborda a Arte nem dá relevo à mesma, como factor importante no desenvolvimento da Humanidade. Está na hora de mostrar que não é só de Matemática e de Ciência que vive o Homem, mas que em muitas das transformações que se deram ao longo da história da Humanidade, as Artes tiveram um papel primordial. Há que mostrar isso a esses “ignorantes”. Fica a sugestão e a minha revolta.”
por Alberto Miranda
“como professor de EVT, penso que a luta do grupo 240 tem que se centrar no seguinte:
1º- A Educação Tecnológica tem que ser lecionada por dois professores ( a grande questão é saber como é que um professor vai trabalhar, por exemplo, com madeiras com uma turma de 27 alunos, com idades entre os 10 e os 12 anos…,fora se a turma tem alunos do ensino especial;
2º- A Educação Tecnológica deve ser anual. Trabalhar um semestre com uma turma, num tempo de 90 minutos semanal, não se consegue fazer um trabalho consistente e elaborado e nem abordar vários conteúdos;
3º- É bom lembrar que antes de 1991 as disciplinas de Educação Visual e Trabalhos Manuais tinham no total 8 tempos semanais
(cada tempo de 50 minutos!).”
por Agostinho Silva
“Está tudo ao avesso.Quando queremos pessoas pensantes, com saber critico, criativo e estético, continuamos a criar pessoas amorfas,só com capacidades de saber ler e contar sem questionar o porquê.Lá se vai a disciplina que obrigava os alunos a questionar o porquê, através da metodologia do projeto.Eles querem assim..sem a EVT tal como era, acabam também a maioria das atividades/comemorações da escola.Se for assim não se justifica continuar com plano anual de atividades da escola (PAA).”
por Rui André
“Depois da apresentação da proposta de revisão curricular, gostaria de apresentar o seguinte:
1. Visto que o MEC gostaria de minimizar os gastos;
2. Que as AEC´S são pagas na íntegra pelo MEC às autarquias e ficam caras ao estado;
3. Que não existe continuidade nem articulação entre as EAC´S e as mesmas disciplinas no 2º ciclo do EB;
4. Que vai haver muitos docentes com horário zero nos agrupamentos das áreas das AEC´S;
PROPONHO:
Que as AEC´S sejam dadas pelos docentes do agrupamento das diversas áreas disciplinares (mesmo que as mesmas sejam facultativas).
Esta proposta visa dar prioridade à pluridocência no 1º ciclo (algo falado há muitos anos)”
por José Dionísio
“Esta proposta é de facto inaceitável, tanto do ponto de vista educativo como social, uma vez que trará desemprego aos professores de modo muito significativo. Estou inteiramente de acordo com os pontos constantes do comunicado da APEVT e dentro do possível, estou ao dispor no sentido de promover/divulgar ações que venham a ser tomadas junto dos professores e sociedade em geral. Dado a proposta ser omissa no que respeita à lecionação de Ed. Tecnológica, Ed. Visual e TIC, (2º Ciclo,isso provoca preocupação acrescida, pois quem irá lecionar estas disciplinas? -isto é; os atuais professores de EVT lecionarão as duas diciplinas ou apenas lecionarão a disciplina onde se especializaram?- por outro lado, quem lecionará a disciplina TIC?- serão os atuais professores de EVT, ou apenas professores especializados na área, vindos do 3º Ciclo?
-São dúvidas que contribuem diretamente para o impacto ao nível de horários dos professores de EVT no futuro e que terão de ser consideradas em eventuais negociações.
Quanto ao encontro, concordo plenamente, mas provavelmente seria mais proveitoso se houvesse a possibilidade de realizar outros ao longo do país, promovendo a participação dos professores.”
por Francisco Madeira
“Esta propsta visa aniquilar a Educação Técnológica numa visao de contradiçoes onde parecia que o ensino profissional vinha a reocupar um espaço que nunca deveria ter perdido.Por outro lado Educação Visual tambem esta a ser atacada com um total desinteresse pelo Ensino Artistico e criativo.talvez seja um objectivo do governo procurar que a criatividade o sentido crítico o saber fazerque muitos alunos encontram nesta Àrea com talvez a ultima oportunidade de se sentir motivados para um ensino demasiado teórico.Este sentido crítico que por vezes causa preocupações…..
Quem trabalha nestas áreas muito exprimentais o que se poderá fazer em 45m. Muito pouco…”
por Ana Grave
“Na minha opinião deveria ser feita uma avaliação séria à disciplina de EVT, desde que foi criada até ao momento. Essa avaliação deveria incidir sobre os programas, as possibilidades de articulação com as diversas disciplinas, a metodologia, os resultados académicos, os trabalhos desenvolvidos, a formação dos professores… Só depois desse levantamento e estudo , se poderia partir, ou não, para uma alteração à disciplina. O que foi proposta pelo MEC, dividindo a disciplina, é um erro enorme e vazio de conteúdo.
Acho que devemos manter firme a posição de que a disciplina é essencial no currículo dos alunos até que o MEC apresente estudos que provem o contrário.”
por Helena Silva
“Mais uma vez entre tantas outras vezes que estamos a ser prejudicados com esta nova reforma curricular. O que tenho presenciado é a nossa disciplina não é valorizada tanto por Encarregados de Educação como por colegas de outras disciplinas. É de lamentar os comentários que se ouvem, que a nossa disciplina nunca poderia ter uma carga horária comparativa com as ditas ” disciplinas importantes” Português e Matemática. Infelizmente, a nossa sociedade pouco ou nada reflete sobre a importancia das artes,no geral disciplinas mais práticas, sejam fundamentais para que no futuro a nossa sociedade se integre numa vida ativa com maior facilidade. São disciplinas que desenvolvem todas as capacidaes, tanto praticas como cognitivas. Nada se desenvolve de forma separade, porque como seres humanos que somos só funcionamos como um todo daí o nosso cerebro estar dividido por duas areas distintas mas que trabalham em sintonia perfeita. Também temos que reflectir que a nossa sociedade não pode ser exclusivamente constituida por engenheiros e doutores…mas sim precisamos também de técnicos e operários no mundo do trabalho. Tanto se fala no aumento de produção neste momento difícil de crise mas que com estas mentalidades só se formam seres com grandes cabeças e que atropeçam nos próprios atacadores. O saber fazer é fundamental! Que será de um mèdico cirurgião se sua motricidade fina não estiver desenvolvida? Será que nossas vidas estarão em risco?”
por utilizador identificado como “Tambor”
“Em 1990, no 2º Ciclo, Trabalhos Manuais dispunha de 5 tempos lectivos dados em par pedagógico e EV 3 tempos lectivos dados por 1 professor. Ao compararmos este facto com o que sucedeu posteriormente e com o cenário curricular que se avizinha facilmente compreendemos que EVT tem vindo progressiva e sistematicamente a definhar desde 1991, momento da sua generalização no qual nos atribuíram 5 tempos dados em par pedagógico. Desde então, já sofremos uma redução horária de 1 tempo lectivo em 2001 e preparamo-nos para o fim da disciplina e do seu par pedagógico num futuro próximo. Podemos invocar inúmeros factores externos para esta realidade, mas considero que o terramoto curricular a que estamos sujeitos seria menos danoso, repito seria menos danoso, se o cumprimento do programa não fosse executado ao sabor arbitrário das vontades, saberes e conjunções de cada professor. Infelizmente é isso que acontece, e aliás não poderia ser de outra forma. Assim, nos últimos 20 anos, assistimos a um degradante repositório de performances docentes, que vão de tratar 1 ou 2 conteúdos por ano (com mais ou menos relevância do currículo), a abordar da melhor e mais abrangente forma possível os conteúdos do programa. Sendo o programa flexível, basta que, apenas ao de leve, o trabalho desenvolvido cruze com 1 ou mais teores do programa para estar legitimado. Não importa quando, quais os conteúdos ou quantos! Acontece muito frequentemente alunos acabarem o 6ºano sem nunca terem abordado a geometria, a teoria da cor, sem nunca terem feito 1 único trabalho em madeiras, metais ou barro, gastando todo o seu tempo em painéis e decorações para celebrações fúteis, imbuídas de um espírito oco de conteúdo e repleto ânsia de protagonismo de alguns professores com as prioridades trocadas no que diz respeito ao que a escola deveria representar para toda a sociedade. Interdisciplinaridade sim, mas tem de haver limites bem definidos! E é também por isso que defendo que o programa deveria ter um carácter obrigatório e não flexível como infelizmente tem. Os conteúdos a abordar e as técnicas e materiais deveriam ser obrigatórios, já a forma como eram tratados, claro, seria definida por cada professor ou par. Veriam como as outras disciplinas nos olhariam de outra forma e deixaríamos de ser “pau para todo o trabalho” ( festinhas do tremoço, painéis para o dia do pinguim). Ás solicitações estapafúrdias diríamos logo – desculpe mas tenho de cumprir o programa, não tenho tempo. Como é que acham que o currículo flexível é encarado pelos colegas?
O programa é muito completo, abraça o máximo de conteúdos e como este é um mundo vasto, o das artes visuais e tecnologias, só não os abraça todos porque, enfim, isso seria uma proeza titânica. Então astutamente aplica a flexibilidade como porta aberta a tudo aquilo que não pode conter e com isto desestrutura todo o programa. Cria o cancro que tem vindo a liquidar progressivamente a afirmação da disciplina perante a sociedade. Se tudo se pode fazer, então nada se pode recusar fazer! Somos flexíveis ou não somos! Colocaram–nos esta liberdade de escolher e isso não foi mais do que uma “maçã envenenada”, porque se não sabem, eu vou vos dizer – a coisa mais difícil que podemos de enfrentar é a nossa liberdade, quando a vivemos com responsabilidade. “Ninguém é bom juiz em causa própria”
Bem antes de nós, a comunidade escolar apercebeu-se destas incongruências e com base nelas e no velho argumento da interdisciplinaridade, colocou-nos ao préstimo de festas e cortesias inúteis, de interesse pedagógico duvidoso. Somos cada vez mais tidos como a comissão de festas das escolas. E ainda o seremos mais com o progressivo aumento do poder do Directores. E quanto mais desempenharmos estes papéis ridículos, menos crédito nos será atribuído, menos horas, menos dignidade. Querem que a disciplina seja encarada de forma séria! Então façamos um pequeno favor a nós próprios, apaguemos a flexibilidade implícita do nosso programa e sejamos mais categóricos relativamente ao núcleo de saberes que queremos transmitir. Esta irracionalidade já tem barbas e até agora só nos trouxe dissabores.
Todos aqueles que são ou foram professores, observaram nos últimos 20 anos, como a disciplina, sem disciplina intrínseca, passou de liberdade de abordagem de conteúdos e criação de actividades, a anarquia na abordagem de conteúdos e servidão na execução de actividades. Todos temos consciência que esta revisão curricular nos foi imposta por razões económicas, mas “ a corda quebra sempre pelo lado mais fraco”. Nós também temos culpas. E eu sei que isto é difícil de engolir mas quanto mais depressa o fizermos melhor! Pusemo-nos a jeito e… “envolvidos na espuma dos dias”… de repente… estavam reunidas todas as condições para que isto sucedesse. Não queremos que isto nos volte a acontecer!?
Cabe-nos decidir estratégica e corporativamente aquilo que realmente é mais relevante no programa. Avançar para o MEC com uma proposta determinadora de uma visão e vontade comum, que aposte numa regularização de desempenhos docentes, tendentes a uma aquisição de saberes unificada. Não se trata de mudar o programa, mas de sintetiza-lo e regulamentá-lo, dando-lhe coesão e estrutura. Isto é valido tanto para EVT, como para EV e ET na eventualidade da sua recriação. Podemos provar com factos, que uma eximia selecção de experiências práticas e criativas de aprendizagem, funcionam não só mas também, como primeira triagem vocacional que valorize os saber técnico e sirva de passaporte para uma verdadeira inclusão nos cursos profissionais de alunos com uma genuína vontade de apostar numa profissão técnica média, substituindo a triste realidade em que a escória do ensino regular é atirada para as escolas profissionais, enquanto os ditos “bons alunos” são tantas vezes, conduzidos por uma sociedade, que tantos anos viveu iludida das reais fraquezas do país, para serem doutores no desemprego ou a recibos verdes. Mas só o poderemos fazer se nos dispusermos a trocar a flexibilidade implícita do programa por unidade clara e explícita dos conteúdos que abordaremos.
Ai sim, com legitimo salvo-conduto, exigiremos sem reservas a manutenção dos tempos lectivos e do par, tal como existem ou em troca a reposição dos 5 tempos de TM em par pedagógico e dos 3 tempos de EV relativos a 1990.
Então sim, gostaria de ver, com quantas mentiras se procuraria desconstruir a verdade daquilo que é nosso património disciplinar, repito, com quantas mentiras se procuraria desconstruir a verdade daquilo que é nosso património disciplinar. De onde vim, o que sou e para onde vou. Nuno Crato alguma vez se interrogou assim? A pedagogia está para a educação, como o saber está para o fazer, para o criar. Ter um país de intelectuais e doutores é bom, mas melhor ainda é ter um país de sucesso, onde aja um lugar digno para todas as profissões.
“Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce.” (Fernando Pessoa)
Isto é claro, objectivo, perceptível e no fundo vivido e conhecido de todos.
O pior cego é aquele que não quer ver!”
por Gabriela Silva
“Venho desta forma demonstrar a minha indignação relativamente à reforma curricular. Infelizmente, mais uma vez, alunos, professores e auxiliares são vistos como um número e não como um dos grandes pilares do futuro do nosso país. Penso que para quem faz os cálculos e toma as decisões no governo, deve ser muito fácil, uma vez que não conhecem a realidade das escolas.
EVT, tal como o Português, Inglês, História, Matemática é fundamental no desenvolvimento de uma criança/jovem/adolescente.
Como se já não bastasse a quase inexistente verba para aquisição de materiais básicos (que muitas vezes são pagos por professores e alunos), será praticamente impossivel conseguir desenvolver projetos que desafiem a criatividade e que incentivem os alunos a explorar e buscar conhecimento sobre áreas que de outra forma deixaram passar. O resultado nunca será o mesmo se toda a teoria não for posta em prática. Do que adianta falar de madeiras, martelos e pregos se os alunos não puderem experimentar e perceber como tudo funciona… de que adianta falar de energias, de eletricidade se nunca puderem experimentar construir um sistema elétrico, explorar energias renováveis… Sim porque com a nova reforma curricular tudo isto vai desaparecer. Os alunos passarão a ter 2 novas aulas teóricas a juntar a todas as outras, a experimentação será quase impossivel com um só docente a lecionar numa turma de 28.
Para além de prejudicarem os alunos prejudicam também os professores. Especialmente os contratados que se formaram e especializaram na disciplina para poderem lecionar.
Eu adoro o que faço, estou na profissão por gosto mas de à 2 anos para cá começo a questionar-me se valeu a pena todo o tempo que perdi, pestanas que queimei e esforço económico que fiz na faculdade, dedicando-me a um curso intitulado professores de 2ºciclo, variante de EVT. Vejo a minha vida andar cada vez mais para trás e sem saída à vista. O que será de todos nós? Quando acabará a perseguição ao ensino?
Cada vez mais chego à conclusão que os nossos “Desiluminados” ministros no meio de toda a sua ignorância procuram criar mais problemas em vez de tentarem achar as soluções.
Já agora sugeria que convidassem sua excelência, senhor ministro da educação, a assistir a uma ou duas aulas de EVT. Uma com o Par Pedagógico e outra lecionada só por um professor… poderia ser que ao fim de alguns minutos, sua excelência percebesse alguns dos motivos da nossa luta…”
por Ana Grave
“Nesta dita “revisão curricular”, a minha opinião, como cidadã e professora de EVT, é a seguinte:
- Continuo a ser pela manutenção da disciplina porque a considero muito bem estruturada, com um programa bem elaborado e suficientemente flexível para permitir a articulação com todas as disciplinas do currículo do 2º ciclo, o que considero uma mais valia. Além disso a sua metodologia permite uma dinâmica muito importante dentro da sala de aula e os dois docentes, em par pedagógico, trabalham em sintonia e em colaboração permitindo que os alunos possam desenvolver competências e aprendizagens essenciais e estruturantes; permite, também, um efetivo acompanhamento dos alunos com NEES.
Posto isto, nunca o MEC deveria ter feito a divisão da disciplina em duas vertentes, primeiro porque, como tem sido dito, é apenas uma revisão curricular, com ajustes. Segundo e mais importante para mim, não foi feito nenhum estudo, nenhuma avaliação da disciplina ao longos destes anos, nomeadamente centrada no seu programa, metodologia, estrutura, objectivos…resultados escolares, opinião dos alunos e Enc. de Educação, formação dos professores… Só com base nesse estudo, o MEC poderia avançar ou não para uma nova estrutura.
Proponho que seja exigido esse estudo, essa avaliação.”
por Cristiano Santos
“Sou da opinião que uma vez que o grupo 240 irá sofrer bastante com esta reforma curricular, de tal forma que porá em causa o lugar de docentes do quadro, é importante propor algo que seja plausível e exequível e que, de certa forma, faz o governo poupar alguns tostões (o que será do seu agrado). Aproveitando a mão de obra já existente nos diversos agrupamentos do país, o governo deve acrescentar a esta revisão curricular a implementação do ensino da Expressão Plástica, do Inglês, da Música e de Educação Física, por docentes especializados, respectivamente por docentes com habilitação profissional para os grupos 240, 220, 250 e 260, no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Desta forma os professores do quadro evitarão ser integrados numa qualquer mobilidade especial arriscando ficar com horário zero ou serem colocados demasiado longe da sua residência.
Fundamento da minha opinião:
Nas actuais AEC’s, o governo atribui 100eur por aluno para o Ensino do Inglês, por exemplo, isto de acordo com o Despacho n.º 14753/2005. Ora para um professor que tenha horário completo (22h lectivas) significa que tem 11 turmas (2h semanais por turma); assim terá uma média de 220 alunos (isto considerando que cada turma tem, em média, 20 alunos) o que, pelo programa das AEC’s poderá representar um investimento de 22000 euros para esse grupo de alunos. Agora veja-se: se o governo atribuir as AEC’s aos Agrupamentos de Escolas que integram o 1.º Ciclo, estes poderão gerir com maior facilidade o pessoal do seu quadro e, no caso de um professor em inicio de carreira, isto representa o pagamento de um salário bruto anual que não ultrapassará os 20000 euros em média (um professor contratado aufere cerca de 1374 euros mensais, multiplicados por 14 meses (que, como sabemos poderão passar em definitivo para 12) dará algo como 19236 euros).
Nos Açores esta integração já sucede com o Inglês e a Ed. Física e já aconteceu com Expressão Plástica, Expressão Musical e Expressão Plástica (2008/2009).”
por Elisabete Marques
“A criatividade é elemento essencial para a resolução de problemas do nosso dia-a-dia. A EVT é das únicas ou poucas áreas onde se estimulam estes criativos e inquietos neurónios que procuram soluções… A EVT ensina competências essenciais, tais como Aprender a Aprender; Saber; Saber Fazer; Saber Comunicar e Saber Ser. Nós, professores de EVT, adquirimo-las (por aptidão ou por gosto) e ensinamo-las para que a maioria dos alunos tenha um percurso rico e estimulante… Através da EVT os nossos alunos revelam-se, criam e constroem um mundo melhor, mesmo que seja apenas o seu mundo. Acredito tanto nisto como acredito nas potencialidades da EVT!”
por António Coimbra
“1- Cultura “zigZag” de política educativa encerrar sem ponderação/avaliação sistémica: caso da AP,FC,área escola,EA,EVT…
2- Falta de aplicação cabal da LBSE se ’86 quanto às equipas educativas e sequencialidade dos ciclos, especificamente nas “linhas condutoras” Ensino artístico e Educação tecnológica.
3- Confusão conceptual entre técnicas/tecnologias (Eng.civil e mecânica) com técnicas de expressão plástica e competências TIC, na origem da confusão do “T”.
4- Desrespeito pela valor patrimonial da EVT na formação de milhares dce designers, arquitectos e artistas plásticos,desvalorização da inovação mundial da integração pluridisciplinar consignada na EVT e inerentre aprendizagens por competências.
5- Erro colossal em assumir aprendizagens do sec XXI por modelo de metas de ensino livresco em detrimento de competencias meta mensuraveis para al]em de exames e rankings.
6- Promoção de estrangulamento da oferta educativa ludica dos alunos NACDS e EVT empobrecendo o curriculo nacional e consequent e menor valia mundial da cultura portuguesa.
admitindo os constrangimentos de financiamento mais valia o modelo de 1 so professor manutencao dos blocos de 90 e reducao dos conteudos programaticos do que a eutanasia que se pretende viabilizar da EVT.
7- Esquecimento grave da valencia eco da evt designadamente do seu papel no programa eco escola prejudicando grosseiramente as metas de educacao ambiental da LBSE.”
Na minha opinião e uma vez que uma grande parte dos professores de EVT tem profissionalização no 1º Ciclo seria de todo corial que estes pudessem lecionar Expressão Plástica no 1º Ciclo. Desta forma os professores do 1º Ciclo teriam horas para poderem atender pais encarregados de educação, assim como preparar e organizar todo o trabalho inerente à sua responsabilidade enquanto diretores de turma. Vejamos, o professor do 1º Ciclo tem no seu horário de trabalho 25h letivas, 2h de trabalho de estabelecimento que reverte para o Apoio ao Estudo, mais atendimento aos encarregados de educação, mais reuniões de departamento mensais, mais reuniões de trabalho de ano. Tudo dá um total de aproximadamento de 29 h semanais. No conjunto de todos os níveis de ensino é o mais penalizado, em termos de trabalho individual. Não devemos esquecer que este nível de ensino requer, ao contrário do que se pensa de um grande número de horas de preparação de materiais, com a agravante que o mesmo professor tem ,em muitos dos casos, dois ou mais anos de escolaridade na sala de aula.
Duas horas de Expressão Plástica ministrada por professores especializado em expressões artíticas seria bastante benéfico para os alunos e contribuíria para uma melhor qualidade do ensino no 1º ciclo.
Caro colega,
Antes de mais tenho todo o respeito pelos professores do 1ºCiclo, mas pergunto se para melhorar a qualidade da Expressão Plástica do 1ºCiclo temos que prejudicar a qualidade do ensino da disciplina de EVT do 2ºCiclo (reduzindo o número de tempos semanais e de professores)?
No concurso para as AEC de Expressão Plástica a obrigatoriedade/pré-requisito dos candidatos terem um curso (especialização) nessa área, como o caso dos professores formados pelas Escolas Superiores de Educação?
Tenho conhecimento que maioria dos professores do 1ºCiclo não estão a fazer a Expressão Plástica porque não tem tempo e também têm de dedicar mais tempo às outras áreas, nomeadamente Língua Portuguesa e Matemática. Além disso muitas escolas têm como atividade de enriquecimento curricular a Expressão Plástica.
Por fim, saliento que neste ano letivo (2010/2011) houve menos 400 horários para professores de EVT, devido principalmente ao facto do fim de Área de Projeto.
Queria dizer no segundo parágrafo:
No concurso para as AEC de Expressão Plástica devia haver a obrigatoriedade/pré-requisito dos candidatos terem um curso (especialização) nessa área, como o caso dos professores formados pelas Escolas Superiores de Educação.
Não poderia concordar mais com a sua opinião! Mas respondendo ao Alberto Miranda, o que se sugere não é uma continuação das AEC’s tal como existem no continente, mas sim como existem nos Açores: os professores são colocados por concurso público, no seu respectivo grupo de recrutamento, no vosso caso o 240, e são colocados nos diversos agrupamentos da região. Havendo assim docentes que efectivaram pelo aumento de vagas que esta medida gerou! Isto nada tem a ver com a precariedade que as AEC’s oferecem em portugal continental.
Eu, Alberto Miranda, como professor de EVT, penso que a luta do grupo 240 tem que se centrar no seguinte:
1º- A Educação Tecnológica tem que ser lecionada por dois professores ( a grande questão é saber como é que um professor vai trabalhar, por exemplo, com madeiras com uma turma de 27 alunos, com idades entre os 10 e os 12 anos…,fora se a turma tem alunos do ensino especial;
2º- A Educação Tecnológica deve ser anual. Trabalhar um semestre com uma turma, num tempo de 90 minutos semanal, não se consegue fazer um trabalho consistente e elaborado e nem abordar vários conteúdos;
3º- É bom lembrar que antes de 1991 as disciplinas de Educação Visual e Trabalhos Manuais tinham no total 8 tempos semanais (cada tempo de 50 minutos).
Eu, Barbara Santos, também professora de EVT, concordo plenamente com o Alberto Miranda. A Educação Tecnológica no 2º Ciclo, com alunos com idades entre os 10 e os 12 anos, é inconcebível com apenas 1 professor dentro da sala de aula.
Mais ainda, a Educação Visual (2º e 3º Ciclo), sendo também uma disciplina prática e experimental, necessita mais do que 90 minutos semanais para obter resultados consistentes, ainda que possa ser lecionada por apenas um professor.
Aproveitando a generosidade do Sr. Ministro, ao querer repor as horas que tinham sido retiradas a algumas disciplinas, pelas áreas curriculares não disciplinares, parece-me crucial reivindicar que a redução da carga horária de Educação Visual do 3º Ciclo, levada a cabo nas anteriores revisões curriculares, seja retificada, bem como, exigir que não se volte a cometer o mesmo erro ao desmembrar EVT.
A luta do grupo 240 tem de se centrar fundamentalmente na manutenção da disciplina de EVT. Não é o próprio MEC que defende a redução da dispersão curricular?? Como é que pretende alcançar isso transformando uma disciplina em três? E afirmou também que os conteúdos se vão manter. E vai separá-los como? Contando-os e dividindo por dois??????Utilizando a tabuada ou a máquina de calcular???? A proposta de separação em EV e ET é apenas uma forma de, a longo prazo, desvalorizar e acabar com as duas.
Na construção de horários as contas fazem-se assim:
Vamos a contas para o grupo disciplinar de EVT
Para EVT e EM haviam 6 tempos para distribuir.
Na maioria das escolas havia 4 tempos para EVT e 2 tempos para EM.
Neste caso correspondiam no caso EVT: 4 tempos para 2 professores, são equivalentes a 2×4, ou seja, igual a 8 tempos.
(Com os 2 tempos de EM perfaziam no total 10 tempos por 3 professores).
Na Nova Revisão Estrutura Curricular temos:
Para os 6 tempos temos EM,EV,ET/TIC.
Como EM fica com 2 tempos teremos:
4 tempos para EV e ET/TIC que correspondiam ao grupo EVT.
Assim, EV com 2 tempos e 1 professor e ET/TIC com 2 tempos e também 1 professor, equivalem a 2 professores do grupo EVT.
Se houver desdobramento, ou por regime semestral, o Grupo EVT no melhor dos cenários passa a 4 tempos, sendo 2 para EV e 2 para ET/TIC.
Se não houver desdobramento e como dizem as indicações da revisão curricular que as TIC vão ser lecionadas no 5º e 6º anos, naturalmento por um professor das TIC, será a derrocada para os professores que compunham o grupo de EVT.
Conclusão, os 8 tempos dos professores de EVT no antigo modelo, no cenário atual passarão para 4 tempos na melhor das hipóteses ou 2 tempos, o pior cenário, o que seria a descalabro para os professores deste grupo disciplinar.
Agostinho
Acrescento mais um esclarecimento:
1 horário de EVT de 4 horas correspondia a 2 professores o equivalente para o ME em 8 horas.
Na nova reforma estrutura curricular, 2 horas de EV e 2 horas de ET são o equivalente para o ME em 4 horas. Onde ficam as outras 4 horas? São tiradas ao grupo EVT. Agostinho
Concordo com o Alberto Miranda, dois professores em ET é essencial para turmas superiores a 12 alunos, até porque esta é a 20ª reforma curricular na história de democracia e temos que acabar com a ideia de que saber Matemática e Português é essencial para todos. São duas disciplinas importantes, como é importante para um aluno que queira seguir arquitetura, design, etc o EVT, prático e apoiado como até aqui o tem sido. Se a nossa disciplina é uma disciplina de sucesso por algum motivo será e costuma-se dizer que em equipa vencedora não se mexe. Se o português e a matemática estão com problemas, o Dr. Nuno Crato deve seguir com a sua reforma nessas disciplinas, que estão, na sua ótica, com maiores dificuldades. Não acredito que os pais e os alunos principais alvos da educação, fiquem bem servidos com estas manobras do Ex.mo Sr. Ministro, a reforma deveria ser objeto de discussão ampla (não sectária) e deveria ser transparente, sem jogos políticos como o das DRÉs (que vão continuar mas com outro nome, de equipa de apoio à coisa, ou “whatever”, ou coiso e tal), Portugal está farto destas manobras e mentiras descaradas.
Penso que ainda há esperança, voltaram atrás com as TIC, não faziam falta porque os alunos no 9º ano já sabiam tudo o que havia para saber e a “gafe” fez com que introduzisse a disciplina que não fazia falta, no 6º ano para aprenderem o que de qualquer forma já aprendiam sozinhos. Começou com a “gafe” de que só português e matemática” são essenciais, agora já é o inglês, as TIC, a história, a geografia, etc… etc…
Considero que além de manter o EVT em par, deveríamos fazer força para a colocação nos horários dos professores da Expressão Plástica no 1º Ciclo, os horários aumentariam e haveria benefícios para o estado que contrata pessoal sem qualificações para as AECs, podendo ter docentes que na maioria são detentores de habilitação para o 1º ciclo e que estão ao serviço. Estes professores de qualquer forma serão pagos por se encontrarem nos quadros ou pelo desemprego, ficando nas atuais colocações de AECs pessoas sem habilitação, que se encontram em acumulação ou em “part time” a passar o tempo, dai o enorme benefício tanto financeiro para o estado, como pedagógico para os alunos. Isso sim uma reforma curricular com sentido, apostando na poupança racional.
É também importante que os nossos representantes da APEVT façam ver o Sr. Ministro que não deve adotar a postura das suas antecessoras, que viveram para o confronto, que apesar do ministro ser independente foi escolhido pelo 1º ministro para executar um programa, que nesse programa para a educação foi sempre referido por Passo Coelho e Paulo Portas (os lideres dos partidos com maioria) a necessidade dos 2 professores de EVT, nunca foi falado que haveria reforma curricular nem nada que se lhe parecesse. Será que o CDS concorda com esta medida? Será que quer faltar à palavra logo após ter subido ao poder com os nossos votos na última eleição? São pequenos pormenores que deveriamos explorar também junto do CDS já que o PSD não é a maioria na Assembleia e precisa do apoio de Portas.
A minha proposta é retirar 2 tempos ao Apoio ao Estudo (!?) e distribuir por EV, ET sendo que TIC seria integrado em ET com leccionação por dois professores.Penso que é nisto que devemos concentrar a nossa atenção. Porque o fim de EVT, meus caros colegas, está traçado. Importa agora encontrar o soluções para diminuir o impacto altamente negativo que estas medidas têm sobre as nossas crianças, no futuro das nossas sociedades e lugar nas nossas vidas enquanto cidadãos livres do mundo com direitos deveres para cumprir. saudações!
Não vou comentar nada sobre a reestruturação que está ser feita pois parece-me que já muito se disse aqui, e noutros sítios, sobre este nosso flagelo…
No entanto, gostaria de colocar uma questão: o que tem a CONFAP a dizer sobre este assunto? Será que eles percebem com exactidão as implicações de tudo o que se está a passar nas crianças e no seu futuro??
É urgente e necessário que a educação seja tratada com dignidade e como uma política de soberania nacional suprapartidária. Está na hora de exigirmos aos nossos políticos com assento parlamentar na assembleia da república que unam todos os esforços para que se organizem e formem um pacto nacional para a educação.
A educação não pode ficar refém de políticas partidárias e governamentais, pois é um direito de todos e um dever do Estado quanto à exigência de um padrão de qualidade que ponha o conhecimento e o saber no centro das preocupações de uma nação emancipada pela sua maior riqueza, que é o valor do conhecimento, da formação e da educação, num sério compromisso com os valores democráticos.
Num país que se diz democrático, não pode existir um Governo que tenha desejado e conseguido ou queira instituir uma reforma em qualquer das áreas vitais da educação sem a participação maior ou menor dos seus protagonistas, e essa é a questão. Tem que ser devolvida a educação às mãos dos professores. Temos que ser uma das partes activas das grandes decisões.
No momento presente em que se discute a manutenção da disciplina de EVT, porque segundo o ministro é uma área acessória do seu programa, urge-me perguntar se para um aluno do ensino básico e volto a repetir, do ensino básico, tal como o nome diz, que está em formação inicial como cidadão, não serão todas as áreas essenciais? E como tal todas terem o mesmo contributo para a sua formação.
Não quero colocar questões à avançada proposta de revisão curricular para a EVT, pois ainda acredito no bom senso da tutela, opto antes por propor que o governo faça antes um estudo de avaliação ao impacto da disciplina, currículo e programa, assim como na vertente transdisciplinar e heterodisciplinar. Fazer uma avaliação séria do seu resultado na formação dos alunos, considerando que esta disciplina é uma matéria essencial e insubstituível na formação das crianças e jovens, não só pelo seu carácter teórico-prático, mas também como desenvolve o sentido criativo e estético do mundo em articulação com as diferentes áreas e dimensões do currículo.
O comentário deixado pelo «utilizador identificado como “Tambor”», diz tudo!
Deixámo-nos dipersar no meio de um currículo demasiado vasto e demasiado abrangente, deixando, por isso a ideia de que a nossa área disciplinar é de somenos importância!
Preocupámo-nos demasiado com festinhas e actividades de valor duvidoso em termos pedagógicos, pois todos nós sabemos que quem realiza os trabalhos são os professores e não os alunos – isso não presta, isso não tem valor – os trabalhos devem ser realizados pelos alunos.
Falta só referir a grande importância da introdução de provas nacionais a todas as disciplinas, EVT incluída, aferia-se a qualidade do nosso trabalho, valorizando-o, e acabava-se com a palhaçada em que alguns de nós transformaram o ensino da disciplina.
Sou professor de EVT desde 1991. Desde esta data todas as medidas tomadas pelo Ministério de Educação têm assumido um único objetivo que o é de poupar. Nunca atribuíram subsídios de deslocação aos professores que lecionam a vários KM de casa e onde muitos deles se obrigam a pagar uma renda. Pois os nossos políticos têm todas as ajudas que necessitam, como têm também imunidade se por acaso não acertarem com as contas, basta pedirem a demissão do cargo e já está. Em alguns países que conheço seriam presos ou responderiam por isso, seriam verdadeiramente investigados e sujeitos a auditorias frequentes.
Estamos a pagar (nós os professores e os alunos) pela forma como os sucessivos governos andaram a entregar o nosso dinheiro a quem criava empresas fictícias, a quem plantava pés de vinha, pelas várias derrapagens de obras públicas etc,
Estou realmente como se vê muito revoltado, porque me custa ver o que se está a passar com estas mudanças no currículo. Sou da opinião que lecionar 6 tempos a Matemática mais o Plano da Matemática e mais 6 tempos a Língua Portuguesa mais o Plano da Leitura torna-se num “massacre” para os alunos o que poderá levar até ao abandono escolar daqueles alunos que não pretendem seguir estudos. Este não será o caminho mais correto para que eles sejam mais sucedidos nestas áreas. Nestas idades 10-13 anos os alunos necessitam de desenvolver aptidões psicomotoras, de ver melhorada a sua criatividade, a expressividade a originalidade e o seu sentido estético (preocupação em melhorar o trabalho).
Pode-se sugerir ao ME que reduza o nº de alunos por turma (15 para as turmas com alunos de NEE e 20 para as turmas sem alunos de NEE). Permitiria um ensino mais individualizado e promovia o sucesso dos alunos em todas as áreas, nomeadamente a Língua Portuguesa e a Matemática. Por outro lado deveriam ser alvo de reformulação ou revisão as estratégias e metodologias do ensino destas áreas Matemática e Língua Portuguesa) no 1º e 2º ciclos do ensino básico, de forma que os alunos diminuam o nº de erros ortográficos, saibam a tabuada e efetuem contas de dividir.
Eu vou estar atento em relação ao sucesso e insucesso dos alunos nestas duas disciplinas para ver até que ponto todas estas horas foram ou não necessárias. É bom lembrar que os alunos aprendem Língua Portuguesa em todas as disciplinas assim como Matemática (ex: em Geometria em EVT).
Vi com muito desagrado e fiquei muito chocado com o desaparecimento da área de Formação Cívica do Currículo do 2º Ciclo. Numa altura em que os alunos mais necessitam de que lhes sejam incutidos valores de cidadania e socialização, já que os pais, na sua maior parte não têm tempo, ou não estão presentes para poderem assumir esse papel, o Ministério decide fazer desaparecer esta área essencial para os diretores de turma onde estes tratavam dos vários e complexos assuntos com os seus alunos.
No que respeita a EVT a minha opinião é a seguinte:
Já deu para perceber que a intenção do Ministério de Educação quer reduzir a toda a força o nº de professores que exercem no ensino público, por isso parece inevitável que o par pedagógico desapareça. Posto isto a EVT é novamente subdividida em duas (EV e ET) – estratégia do ME para não dar lugar à argumentação utilizada pelos professores aquando da primeira tentativa do Governo anterior de passar de dois professores para um. Se se vierem a manter estas duas áreas a EV ficará com um tempo de 90 minutos e na minha opinião a ET deveria ficar também com 90 minutos para todo ano com dois professores ou com um professor mas com o desdobramento das turmas.
A coligação de ET com TIC deve ser rejeitada ou então devem as TIC surgirem integradas e consideradas no programa de ET que vier a ser traçado pelo ME.
Quero contudo acrescentar que é um grande erro do Ministério estar a desmembrar esta disciplina que é uma das mais importantes áreas do ensino básico porque abarca os três domínios (Cognitivo, Afetivo e Psicomotor).
Sou professor de EVT desde 1991. Desde esta data todas as medidas tomadas pelo Ministério de Educação têm assumido um único objetivo que o é de poupar.
Estou realmente muito revoltado e chocado, porque me custa ver o que se está a passar com estas mudanças no currículo. Sou da opinião que lecionar 6 tempos a Matemática mais o Plano da Matemática e mais 6 tempos a Língua Portuguesa mais o Plano da Leitura torna-se num “massacre” para os alunos o que poderá levar até ao abandono escolar daqueles alunos que não pretendem seguir estudos. Este não será o caminho mais correto para que eles sejam mais sucedidos nestas áreas. Nestas idades 10-13 anos os alunos necessitam de desenvolver aptidões psicomotoras, de ver melhorada a sua criatividade, a expressividade a originalidade e o seu sentido estético (preocupação em melhorar o trabalho).
Pode-se sugerir ao ME que reduza o nº de alunos por turma (15 para as turmas com alunos de NEE e 20 para as turmas sem alunos de NEE). Permitiria um ensino mais individualizado e promovia o sucesso dos alunos em todas as áreas, nomeadamente a Língua Portuguesa e a Matemática. Por outro lado deveriam ser alvo de reformulação ou revisão as estratégias e metodologias do ensino destas áreas Matemática e Língua Portuguesa) no 1º e 2º ciclos do ensino básico, de forma que os alunos diminuam o nº de erros ortográficos, saibam a tabuada e efetuem contas de dividir.
Eu vou estar atento em relação ao sucesso e insucesso dos alunos nestas duas disciplinas para ver até que ponto todas estas horas foram ou não necessárias. É bom lembrar que os alunos aprendem Língua Portuguesa em todas as disciplinas assim como Matemática (ex: em Geometria em EVT).
Vi com muito desagrado e fiquei muito chocado com o desaparecimento da área de Formação Cívica do Currículo do 2º Ciclo. Numa altura em que os alunos mais necessitam de que lhes sejam incutidos valores de cidadania e socialização, já que os pais, na sua maior parte não têm tempo, ou não estão presentes para poderem assumir esse papel, o Ministério decide fazer desaparecer esta área essencial para os diretores de turma onde estes tratavam dos vários e complexos assuntos com os seus alunos.
No que respeita a EVT a minha opinião é a seguinte:
Já deu para perceber que a intenção do Ministério de Educação quer reduzir a toda a força o nº de professores que exercem no ensino público, por isso parece inevitável que o par pedagógico desapareça. Posto isto a EVT é novamente subdividida em duas (EV e ET) – estratégia do ME para não dar lugar à argumentação utilizada pelos professores aquando da primeira tentativa do Governo anterior de passar de dois professores para um. Se se vierem a manter estas duas áreas a EV ficará com um tempo de 90 minutos e na minha opinião a ET deveria ficar também com 90 minutos para todo ano com dois professores ou com um professor mas com o desdobramento das turmas com TIC.
A “coligação” de ET com TIC deve ser rejeitada ou então devem as TIC surgirem integradas e consideradas no programa de ET que vier a ser traçado pelo ME. Ou então surgirem à parte com 90 minutos em dedobramento com TIC.
Quero contudo acrescentar que é um grande erro do Ministério estar a desmembrar esta disciplina (EVT) que é uma das mais importantes áreas do ensino básico porque abarca os três domínios (Cognitivo, Afetivo e Psicomotor).
O Manifesto
Sabemos o que queremos, pensamos por nós mesmos à frente dos outros países e não precisamos de copiar e implementar o que os outros países fazem ou que impõem. A disciplina de E.V.T. é essencial no ensino básico sendo necessário o par pedagógico para o ensino dos conteúdos, acompanhamento personalizado da criação, palanificação e realização de produtos artísticos e tecnológicos bidimensionais e tridimensionais.
O que é a disciplina de E.V.T.: as suas carateristicas
O que é e deverá ser!!
A disciplina de E.V.T. pelas suas características artísticas, criativas, técnicas, e tecnológicas (analógicas, mecânicas, eléctricas e digitais) assume-se como a verdadeira e principal disciplina científica essencial no ensino básico!
E.V.T. é:
- a análise, criação e realização visual bidimensional (desenho, pintura, etc.)
- análise, criação e realização tridimensional (modelagem, construções, etc.) com diferentes materiais (massas moldáveis, madeira, metal), , técnicas, etc.;
- a análise, criação e realização visual digital fotográfica, videográfica e multimédia.
- o ensino tecnológico, os seus operadores, o processo tecnológico, conceitos , princípios e operadores tecnológicos.
- a mobilização de saberes e de criatividade na metodologia de projecto na resolução de problemas aproximando a vida académica do mundo real.
As suas competências (ou o que lhe queiram chamar – isto deve ser moda!!), objectivos, conteúdos, técnicas, tecnologias e metodologias abarcam conhecimentos das áreas de: Língua Portuguesa, Inglês, História (nos seus mais diversos ramais – história geral, a história da arte e da tecnologia e materiais), Ciências Naturais e Físico-químicas, Matemática, etc.
A disciplina de E.V.T. posibilita:
- o desenvolvimento de competência artísticas, estéticas, criativas e técnicas promotoras da consciência individual e grupal cultural – o principal suporte de uma sociedade democrática e progressista.
- Promovem o desenvolvimento integral do aluno, pondo em acção capacidades afectivas, cognitivas, cinestésicas e motoras, provocando a interação de múltiplas inteligências.
- Mobilizam através da análise, da teoria e da criação prática todos os saberes que o individuo detém num determinado momento, ajudam–no a desenvolver novos saberes e conferem novos significados ao seu conhecimento.
- a concretização de todo o conhecimento teórico em produção prática bidimensional e tridimensional, ligando a teoria com a realidade material/física e o mundo real social/laboral.
O que é necessário?
Para esta proposta de programa exige-se o alargamento horário da disciplina para 6 tempos semanais de 45 minutos.
O programa da disciplina deve ser preciso, com objectivos e conteúdos específicos, de forma a ultrapassar a “amostra confusa” de programa anterior.
Autonomia – deve acabar-se com as decisões autónomas das escolas em relação às horas atribuídas à disciplina, pois têm sido um factor de desunificação nacional do programa e de reduções profundas no ensino da disciplina de E.V.T.
Abrir concurso de professores no 1º Ciclo para Expressão Plástica, de forma a ser verdadeiramente ensinado e cumprido o programa nacional de Expressão Visual (analógica e digital). Este programa deveria ser expandido e melhorado para proporcionar conhecimentos aos alunos, de forma a não chegarem ao 2º ciclo “quase em branco”.
Isto é um simples apontamento e contributo do que acho que deveria ser a disciplina. Aceitam-se participações e contributos. Haja discussão!!